lucky
composição: jason mraz
interpretação: jason mraz e colbie caillat
Bom é ter sensação de estar viva, de ter sangue quente nas veias.
Bom é não ter cobrança, peso, preocupação. É acreditar que realmente o que tiver de ser vai ser.

Ela estava no trabalho, disponível e disposta, até que uma avalanche de questões sem respostas e de coisas sem nexo a afligiu. Ficou sem saber como agir: não sabia se xingava os superiores, se desligava o computador e saía vagando pela rua do centro, se dava de louca e deixava baixar uma baiana arretada em seu corpo. Brincou de estátua por alguns minutos, sentiu o sangue ferver, respirou fundo, colocou uma bossa e fez a rima.
É nessas horas que surgem os questionamentos sobre o que vale a pena na vida e até sobre o que é a vida, sobre os sentidos e os valores.
Enfim, lá mesmo ficou, em frente ao mesmo monitor e digitando no mesmo teclado, após se convencer que a realidade é essa e que lidar com o ego alheio não é das tarefas mais fáceis.
É bem como diz uma parte dessa música do radinho: É quando eu me encontro perdido nas coisas que eu criei, e eu não sei...